A Internet tornou-se uma parte integrante da vida das pessoas. No entanto, o aumento do tempo gasto on-line gera questões sobre se os utilizadores estão a monitorizar o uso da Internet e se estão cientes dos efeitos colaterais e das causas dos comportamentos mal-adaptativos relacionados com a utilização excessiva ou problemática da Internet. No entanto, mesmo que as pessoas não sejam viciadas, pesquisas recentes e práticas clínicas demonstraram que não é sempre ou apenas o tempo gasto on-line que faz com que o uso da Internet seja problemático e “excessivo”, mas o impacto que a utilização da Internet tem no que pode ser chamado de ‘vida equilibrada’.

  • A exposição excessiva on-line pode afetar a saúde física (ou seja, o estilo de vida sedentário pode ser um fator de risco principal para a obesidade infantil).
  • A frequente simultaneidade de tarefas, devido ao estilo de vida digital, pode afetar a capacidade de manter o foco, levando a um trabalho com menor qualidade ou a diminuição do desempenho académico.
  • O sentimento constante de estar on-line, um comportamento cunhado com o termo “FOMO” (“medo de ficar de fora”), afeta negativamente o bem-estar emocional (ou seja, é uma causa de ansiedade para os jovens), que pode levar à má qualidade do sono, ansiedade, e/ou até depressão.
  • O uso problemático dos meios de comunicação também pode estar relacionado com uma diminuição da empatia e do bem-estar social, ou abstenção de interações sociais físicas e offline.

Em face ao exposto, este projeto visa capacitar os adultos para lidar com situações de preocupação com a utilização excessiva de Internet/écran, dotando-os de capacidades e ferramentas para modificar o seu comportamento. Este projeto fundamenta-se baseia nas evidências da investigação contemporânea e considera que o uso excessivo da Internet/écran não é uma “doença da infância ou da adolescência”, mas também um risco crescente entre os adultos. O I-AID tem como objetivo usar e adaptar adequadamente as ferramentas e abordagens existentes nos campos da psicologia clínica e da dependência, da terapia cognitivo-comportamental, das teorias da aprendizagem reflexiva e abordagens inovadoras de aprendizagem e TIC, para apoiar adultos com excessiva preocupação com a Internet na implementação de planos e estratégias personalizados de moderação dos comportamentos, através de uma abordagem de aprendizagem individualizada.

Os grupos-alvo diretos do projeto:

  • Utilizadores de Internet adultos, entre os 35 e os 55 anos, preocupados com um excesso de atividade na Internet/online;
  • Educadores de adultos que procuram abordagens pedagógicas inovadoras para lidar com o uso excessivo de tecnologia;
  • Pais/Mães que sentem necessidade de moderar as atividades online, em busca de orientação sobre como lidar com esse problema com a ajuda das suas famílias.

Os principais objetivos do projeto são desenhar, desenvolver, testar, implementar e disseminar uma proposta de formação inovadora e eventualmente, uma prestação de serviço que permitirá que indivíduos adultos com excesso de utilização Internet ou computador possam modificar o seu comportamento, no sentido de uma utilização mais saudável, melhorando também sua vida social.

O projeto I-AID pretende desenvolver:

  • “Planos de moderação” personalizados para atingir as situações desejáveis, baseados no desenvolvimento de modelos de utilizadores e na classificação informal dos adultos.
  • O “Internet Addiction Pal”, uma plataforma orientadora da recolha de dados sobre os adultos, de modo a classificar o seu comportamento e a elaborar planos de moderação compostos por diferentes ações.
  • Um Learning Motivation Environment (Ambiente de Aprendizagem Motivador) para facilitar o conteúdo de suporte na implementação das ações e um serviço de retenção para apoiar os adultos que conseguem moderar o seu tempo on-line na continuidade dos seus comportamentos, evitando as recaídas.
  • Conteúdo de Suporte para apoiar a implementação das ações dos planos de moderação.
  • Criação de unidades para apoiar os adultos que diminuíram o seu tempo on-line na continuidade dos seus comportamentos.